segunda-feira, 31 de maio de 2021

Tipos de transistores de efeito de campo (CMOS)

 Esse tipo de transistor não é exatamente um componente, já que não podemos comprar um CMOS individual, em uma loja de eletrônicos, mas se encaixa mais como uma montagem.

O nome dessa configuração, CMOS, significa complementary MOSFET, e é feita com um MOSFET de depleção, e um de intensificação, montados sobre o mesmo substrato, mas você pode está se perguntando, "Se o substrado dos dois tipos são diferentes, como eles podem ser montados sobre o mesmo?". Bem para saber como veja a imagem abaixo:

Imagem retirada do livro Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos, 11° ed, Robert Boylestad.

Essa montagem possui uma alta impedância de entrada e uma alta velocidade de chaveamento, por causa disso ela é amplamente utilizada na confecção de CIs de circuitos digitais.

E esses dois transistores integrados são feitos de uma maneira que, quando determinada tensão é aplicada na porta comum, essa tensão coloca o mosfet de intensificação em condução, mas não corta ainda o mosfet de depleção, assim o dispositivo consegue funcionar quando a entrada esta dentro de uma faixa de tolerância.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Alavancas

"Me dê uma alavanca e um ponto de apoio e levantarei o mundo." Você provavelmente já ouviu essa frase antes, ela foi dita por Arquimedes, quando falava desses mecanismos, mas como isso seria feito? Vamos ver sobre a construção e princípios fisicos por trás de uma alavanca para entender melhor.

Construção

Para o funcionamento de uma alavanca, poucas duas coisas são necessárias, é preciso um ponto de apoio e um corpo sólido alongado, para transmitir a ação, veja abaixo:
 
Como podemos ver uma alavanca é um mecanismo bem simples, e com certeza você se lembra de algo parecido, uma gangorra que podemos encontrar em qualquer parque, nada mais é do que uma alavanca em seu funcionamento mais básico,e como se mecanismo se comporta?

 

Funcionamento

Como já deve ter percebido, a barra de uma alavanca se move em cima do ponto de apoio, ela pode oscilar no sentido da barra, e quando um dos lados vai em uma direção, o outro vai na direção contrária, mas isso não é o melhor sobre o funcionamento dela, uma alavanca é capaz de aplicar uma força em um corpo, e levantar uma carga, que poderia ser muito difícil de fazer de outra maneira, porque?
Pela barra ser rígida o que ocorre de um lado irá afetar o outro, então se for aplicada uma força em uma das extremidades, irá surgir um momento na barra, veja em Solicitações internas do corpo, lá vimos que:
Momento = Força * distancia
Essa distância é o comprimento do braço da alavanca na qual foi aplicada a força, e esse mesmo momento irá surgir do outro lado, mas dessa vez na direção contrária, e os braços não são obrigatoriamente do mesmo comprimento, se o segundo braço for mais curto, o produto da força e da distância deverá ser o mesmo, então a força será maior, mas se o segundo braço for mais longo a força será menor, mas isso não significa que podemos mover uma grande massa por uma grande distância, o momento dos dois lados se conserva, porém o trabalho também se conserva, veja em Propriedades dos corpos sólidos,
Ali vemos que o trabalho aplicado em um corpo é:
Trabalho = Força aplicada * distancia percorrida
Então se na conservação de momento vemos que a força pode aumentar ou diminuir, na conservação de trabalho vemos que o deslocamento que essa força faz também pode variar, o deslocamento será maior, se a força diminuir, e menor se a força aumentar.
Trabalhando bem com essas relações, podemos usar alavancas para realizar muitos trabalhos que desejemos, e por vezes, simplificar uma tarefa.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Representação logarítmica

 Normalmente, ao compararmos a relação entre duas grandezas, por meio de um gráfico, usamos uma representação em que a escala é proporcional e se mantém constante por todo o gráfico para facilitar a visualização, mas dependendo da diferença de grandezas entre os eixos, por exemplo se um eixo necessitar abranger um intervalo muito maior do que o outro, se utilizamos uma representação em que a proporção fosse constante, o gráfico obtido seria grande demais, então para esses casos em que existe uma grande discrepância nas ordens de grandeza dos eixos, podemos utilizar a representação logarítmica, para apresentar os dados de uma maneira mais compacta, sem perder informações importantes como o exemplo abaixo:

 

Esse gráfico foi retirado do datasheet do amplificador operacional OPA2111 da Texas Instruments, ele relaciona a frequência de entrada que pode variar de 1.000 até 1.000.000 com a tensão máxima da saida, que varia de 22V e cai até próximo à 0, as escalas dos eixos são muito diferentes, como então é possivel mostrar o gráfico e manter as informações?

Se utilizassemos uma escala constante ou o gráfico seria muito grande, ou as informações presentes em um intervalo menor seriam ilegíveis, mas olhe a escala do eixo horizontal, cada marcação é a anterior multiplicada por 10, cada intervalo desses é chamado de década, e as linhas verticais não estão todas com o mesmo espaçamento, elas estão mais próximas quanto mais juntas das indicações,isso porque o eixo horizontal está na escala logarítimica que pode ser usando Bel ou decibel, que indicam a proporção da escala, com uma referência.

Bel

Essa é a primeira escala da proporção logarítmica, veja abaixo como é calculado:
 
O subíndice B se refere à Bel, para indicar que é o valor nessa escala, e ele é o resultado do logaritmo de base 10 do valor original, dividido pela referência adotada.

decibel

A segunda escala é obtida com a mesma conta, mas dessa vez, multiplicada por 10:
  
Essa é a aplicação do calculo de decibéis no caso geral, mas se estamos trabalhando com níveis de tensão em um circuito, ao invés de multiplicar Bel por 10, multiplicaremos por 20. 

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Tipos de transistores de efeito de campo (MOSFETs tipo intensificação)

 Como podemos imaginar pelo nome, a várias características semelhantes entre esses dois tipos de MOSFET, mas também há muitas diferenças, entre elas a ausência do canal entre a fonte e o dreno, por isso decidi separar os dois tipos, vamos ver nesse artigo mais sobre  essa variação de transistores.

No Mosfet tipo intensificação, caso seja aplicada uma tensão entre dreno e fonte, mas não na porta, a corrente não pode fluir, diferentemente do MOSFET tipo depleção que, com 0V na porta conduzia uma corrente Idss entre dreno e fonte, e essa ausência de corrente continua até a tensão na porta atingir um nível de gatilho, ou limiar, e se estivermos usando literatura em inglês tensão de Thereshold, em que o campo elétrico gria uma zona em que a corrente consegue passar, e a partir dai ela continua aumentando quanto mais se aumenta a tensão na porta, a curva de funcionamento desses componentes é a seguinte:

 

Imagem retirada do livro Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos, 11° edição, Robert L. Boylestad.

À esquerda vemos a curva de transferência do dispositivo, essa curva relaciona a saida (Id) com a entrada (Vgs), assim vemos como a corrente de dreno aumenta com o aumento da tensão na porta, à direita está a curva caracteristica de dreno que relaciona duas grandezas de saida, a corrente de dreno e a tensão dreno-fonte, nos eixos com as curvas de tensão na porta em azul. Perceba que a curva de transferência pode ser construida a partir da curva característica. Agora vamos ver a construção desses componentes:

MOSFET tipo Intensificação de canal N  

Já disse que MOSFETs de intensificação não possuem canal, mas aida usamos o material minoritário do componente para classifica-los, esses dispositivos são construidos sobre um substrato de material P, o dreno e a fonte são conectados à terminais metálicos, e a porta é isolada do semicondutor por uma camada de óxido:

 
A corrente dreno fonte desse dispositivo aumenta para tensóes positivas na porta, além da tensão de ativação.
 

 MOSFET tipo intensificação de canal P

Com a mesma montagem do de canal N, mas as posições dos materiais P e N trocadas:
 
 
Para esses dispositivos a equação de shockley não é válida então para calcular a corrente, quanto a tensão na porta for maior que a tensão de ativação, usamos as equações:
 
Id ligado é obtido da curva de transferência do transistor usado.