sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Trabalhando com diagramas de blocos

 Vimos durante o estudo de modelagem, sobre a representação por meio de Diagramas de blocos. Mas até esse momento considerávamos apenas a montagem que estávamos tentando controlar somo sendo o sistema, a partir desse momento trabalharemos com diagramas muito mais complexos, então a função de transferência que foi obtida a partir de uma equação diferencial, a partir desse momento será chamada de função da planta, e teremos outros blocos com funções de S no diagrama:

 

Nesse diagrama R é o sinal de referência, E é o sinal de erro, Gc é o controlador do sistema, U é o esforço de controle do controlador, e Gplanta é a função que veio da EDO, e Y é a saída.

Para não ter que calcular a relação de todos os blocos sempre, podemos simplificar esse diagrama, com as regras que vimos na matéria anterior,  para obter um diagrama que tenha apenas 1 bloco que seja equivalente ao diagrama de cima:

 

Essa é a função de transferência de malha fechada, que é equivalente ao diagrama mais acima.

 

Fonte:

Aulas de SISC1 no Instituto Federal de São Paulo, campûs São Paulo,com o professor Alexandre Brincalepe Campo, no período de 11/2020 até 03/2021

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Critério de estabilidade de Routh-Hurwitz

 Em modelagem de sistemas, já vimos sobre a BIBO estabilidade, e como a verificamos por calcular as raízes do denominador da função de transferência, para saber se o sistema é estável ou não, agora vamos ver mais dois métodos para verificar essa estabilidade, sem a necessidade de calcular as raízes de um polinômio de maior ordem.


Critério de Hurwitz

Assumindo a função de transferência genérica:

Com n>=m.
Esse critério diz que se houver troca de sinal, nos coeficientes do denominador, uns positivos e outros negativos, ou se algum deles for 0, o sistema será instável, mas não podemos afirmar nada caso isso não ocorra.
Ou seja esse método pode dizer se o sistema é instável, mas não garante a estabilidade. então veja o outro método abaixo:

Critério de Routh-Hurwitz

 Assumindo a mesma função de transferência genérica acima primeiro construiremos a tabela de Routh, essa tabela possui n+1 linhas, e as duas primeiras linhas vão receber os coeficientes do denominador da FT. alternando-se as linhas a cada coeficiente:
 
Então para continuar calculando os termos das linhas debaixo usamos a conta:
 
Cada elemento da terceira linha em diante, terá o seu valor como função dos elementos das duas linhas acima, na primeira coluna e da coluna imediatamente à direita, se não houver um elemento em alguma dessas posições, consideramos o valor como sendo 0.
 Depois de calcular todos os elementos da 1° coluna até a ultima linha da tabela, se essa coluna possuir todos os elementos com o mesmo sinal, todos positivos, ou todos negativos, todas os polos do sistema estarão no semiplano esquerdo aberto, o sistema será estável, mas se houver troca de sinal, o sistema é instável.
 Vale ressaltar que esse método não contradiz o método de verificar as posições dos polos, se um sistema e estável para um método, ele é para o outro, e se é instável para um deles, também é para o outro.

Fonte:

Aulas de SISC1 no Instituto Federal de São Paulo, campûs São Paulo,com o professor Alexandre Brincalepe Campo, no período de 11/2020 até 03/2021

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Sistemas de Controle 1 - Introdução

 já vimos em modelagem de sistemas, como escrever um determinado sistema na forma de uma função de transferência, para saber como ele se comportará no tempo, mas na matéria de modelagem, estudamos apenas como descrever esses sistemas, e não como faze-los assumir determinado comportamento de nossa escolha. Essa é a idéia por traz da disciplina de controle, fazer com que um sistema qualquer tenha um comportamento que se aproxime o máximo possível, de um comportamento desejado, o máximo possível porque com algumas ferramentas de controle podemos nos aproximar de um comportamento desejado, mas não podemos garantir que atenderá perfeitamente aos requisitos de projeto, que determinam o tipo de comportamento desejado.

Existem vários maneiras de controlar um sistema, mas nessa disciplina estudamos o método do Lugar das Raízes, que explicarei em um próximo artigo, esse método é uma forma de controle baseada no plano S.

Fonte:

Aulas de SISC1 no Instituto Federal de São Paulo, campûs São Paulo, com o professor Alexandre Brincalepe Campo, no período de 11/2020 até 03/2021

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Transferência de calor por radiação

 Essa última forma de transferência de energia, tem uma grande diferença das anteriores, enquanto a condução e a convecção dependem de um meio material para ocorrer, independente do estado físico desse meio, a radiação não necessita disso, pois ela ocorre devido à radiação eletromagnética, principalmente através do espectro infravermelho, ondas na faixa de 1 até 100 TeraHertz, é por meio desse método que o sol consegue aquecer a Terra, mesmo com uma grande distância de vácuo entre eles:

 

 Porém não apenas estrelas emitem esse tipo de radiação, fornos de microondas e qualquer coisa que possua calor, emite pequenas quantidades de radiação infravermelha, é assim que câmeras térmicas funcionam, veja a imagem abaixo:

imagem térmica 

 A transferência de calor por radiação vai depender então, de quanta energia o corpo mais quente emite, e quanta energia o outro corpo recebe, isso pode ser calculado com as seguintes fórmulas:

Energia Irradiada

Para calcular quanta energia um corpo consegue emitir por radiação infravermelha, utiliza-se a fórmula:


Qradiado é a quantidade de energia que o corpo irá emitir, nele a T absoluta, é a temperatura em Kelvin, Ai é a área do corpo que pode irradiar, e sigma é a constante de Stefan-Boltzmann, eu coloquei o valor dessa constante embaixo da equação, o valor de 5.67 é no sistema internacional, e o valor de 0,1714 é no sistema inglês de unidades, E ε é a emissividade do corpo, ela depende da cor dele, e pode assumir um valor entre 0 e 1, a maior emissividade possível tem o valor de 1 para os chamados, corpos negros, os outros são denominados corpos cinzentos, na prática o mais proximo de um corpo negro que se consegue alcançar, é com o chamado vantablack com uma emissividade de 0,99965.

Energia Recebida

Nem toda a radiação que chega em um corpo é absorvida por ele, parte é absorvida, parte refletida e outra parte refrata, passa através do corpo:
 
 A partir desses valores, podem ser calculados alguns parâmetros do corpo:
 

Fonte:

Aulas de TERMD, no Instituto Federal de São Paulo, campûs São Paulo, no período de 11/2020 até 03/2021

 
 

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Transferência de calor por convecção

 Diferente da transferência por condução, que requer um meios sólidos para ocorrer, a convecção ocorre entre fluidos, líquidos e gases, ou entre sólidos e fluidos, isso porque, enquanto a transferência de calor ocorre, há também uma movimentação do fluido, com a parte mais aquecida ficando por cima da menos aquecida, como exemplificado abaixo:

 

Nesse desenho vemos como a convecção se dá em um líquido, se a temperatura da barra é maior que a temperatura do liquido à sua volta, o fluxo de calor vai ser da barra para fora, como mostram as setas vermelhas, devido a esse fluxo de calor, gradualmente a temperatura do fluido irá aumentar, mas não de maneira uniforme, o liquido quente irá subir devido a sua menor densidade, e ficar sobre o mais frio, então essa movimentação continua a ocorrer, enquanto houver fluxo de calor, por causa dessa movimentação. A forma de calcular essa transferência é pela fórmula:

 

Nessa fórmula os símbolos representam:

  • Qc:a quantidade de calor trocada;
  • hc: o coeficiente de película entre os elementos que estão trocando calor, esse valor vai depender da forma geométrica do recipiente;
  • A: a área de contato; 
  • ΔT: a diferença de temperatura, ou fluxo de calor;

Fonte:

Aulas de TERMD, no Instituto Federal de São Paulo, campûs São Paulo, no período de 11/2020 até 03/2021

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Transferência de calor por condução

 Para o estudo da termodinâmica, primeiro devemos ver sobre os processos de transmissão de calor, para depois analisarmos sobre maquinas que utilizem esses processos para determinada finalidade. A primeira modalidade de transmissão, é a condução, ela ocorre quando o fluxo de calor percorre objetos que estão em contato direto, por exemplo, se você segurar um cubo de gelo na sua mão e apertar, o fluxo de calor será da sua mão para o gelo e ocorrerá através das partes da pele que estão em contato.

A condução dependerá da área da superfície de contato entre os corpos, e a dimensão deles, como podemos ver abaixo, assumindo um corpo retangular:

Aqui l é o comprimento do corpo, e A a área da face pela qual o fluxo de calor passa, e temos uma constante K que dependerá do material, Quanto maior a resistência térmica, mais  o corpo irá se opor à passagem do fluxo, da mesma maneira que vimos em Modelagem de sistemas térmicos, mas se elevarmos esse valor à -1, obteremos a condutância térmica, que é a facilidade que o corpo proporciona à passagem do fluxo de calor. A associação de resistências térmicas ocorre da mesma maneira que a Associação de resistências elétricas.

Para saber qual a queda de temperatura haverá em uma resistência térmica, divide-se o valor do fluxo pela  resistência, ou multiplica-se o fluxo pela condutância, semelhante a quando mexemos com resistências elétricas e corrente em ampéres.

Fonte:

Aulas de TERMD, no Instituto Federal de São Paulo, campûs São Paulo, no período de 11/2020 até 03/2021