Sendo que os termos A, B, C e D são constantes cujo valor não depende de y(t).
Uma EDO de segunda ordem homogênea tem a forma:
Essas são as equações mais usadas para se descrever problemas mecânicos.
Propriedades das EDO's
1. Supondo que g(x) seja uma solução da equação I.
Então g multiplicado por uma constante (g*cte), também será solução ?
Colocando cte em evidência:
Da equação I sabemos que o termo entre parênteses é igual a 0, como 0 multiplicado por qualquer coisa é igual a 0 então cte*g também é solução da Equação I.
2.Supondo que h(x) também é solução de I, então (g(x)+h(x)) é solução de I?
Aplicando a propriedade distributiva:
Agrupando então os termos com g(x) e os termos com h(x):
Das suposições que havíamos feito sabemos que ambos os termos que estão entre parênteses são iguais a 0, então o teorema da sobreposição é válido.
Resolvendo:
Nessa situação também usaremos a função e^r*t devido às mesmas considerações que fizemos para resolver EDO's de primeira ordem.
Substituindo os valores de y em 1
Colocando e^r*t em evidência:
Os termos entre parênteses são chamados de equação característica da EDO, achando as raízes dessa equação a função y escolhida será solução:
Com isso sabemos que para r=-2 e r=-3 a equação será solução. Usando o teorema da sobreposição:
Essa é a solução geral de 1.
Para saber a solução particular é necessário saber as condições iniciais, conhecendo essas condições y(0)=2 e y'(0)=3:
Com isso teremos um sistema linear de:
Escalonando esse sistema com 2*L1+L2→ L2:
Com isso podemos dizer que C2 = -7 e C1=9.
Então a solução particular de 1 com as condições iniciais fornecidas será: