segunda-feira, 30 de março de 2020

Equações Diferenciais

Seja y uma função de x, uma equação diferencial é uma equação que envolva y e suas derivadas y´, y´´...... Essa equação diferencial será de ordem n, sendo n o grau da derivada mais alta, então se uma equação possui apenas a primeira derivada ela é de primeira ordem, se possui a primeira e a segunda derivadas é de segunda ordem, e assim por diante.

Classificação das equações diferenciais:

 Equação Diferencial Ordinária (EDO's): envolvem funções de uma única variável.
Equações Diferenciais Parciais (EDP's): envolve as derivadas parciais de uma função de várias variáveis. 

Resolução de Equações Diferenciais 

EDO's de primeira ordem:
Seja uma equação na forma:
   Eq. I
sendo A e B constantes, f(t) uma função conhecida e x(t) a incógnita.
Usaremos o principio da sobreposição,que significa somar duas soluções para encontrar outra.
Provando que o teorema da sobreposição é válido:
Suponha que xp seja solução da Eq. I.
  Eq. i
E suponha que xh seja a solução homogênea. (=0)
  Eq. ii
Com isso o teorema da sobreposição diz que a soma x=(xp+xh) também é solução de I.

Provando o teorema da sobreposição 

Assumindo a equação I:
 
Podemos aplicar o teorema da sobreposição com as equações i e ii para encontrar outra solução?
 
Essa equação é verdadeira?
Vamos primeiro aplica a distributiva nos termos:
 
Então reorganizamos os termos para a seguinte forma:
 
Note que essa equação é a mesma coisa que a soma das equações i e ii, então:
 
Com isso o teorema da sobreposição é válido para a resolução de Equações diferenciais.

Vamos então resolver a EDO:
 
Para essa equação ser calculada as funções x(t) e x'(t) devem ter a mesma forma, sabemos do cálculo de derivadas que a única função que mantém a forma quando derivada é:

 
Primeiro aplicaremos a solução homogênea:
 
O segundo passo vamos dar um palpite para xp(t), e ver onde a álgebra nos leva: para esse exercício vamos dizer que xp(t) é uma constante real:
 
Então a equação ficará:
 
Com xp = A, mas a derivada de uma constante é zero, então teremos:
 
Por meio de operações algébricas podemos dizer:
 
Com esses dois resultados aplicaremos o teorema da sobreposição para obter a solução geral da equação:

 Essa será a solução geral da equação dada em I, para obter a solução particular necessitariamos possuir as condições iniciais, isso será abordado no próximo artigo.

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