Caso o LGR de um sistema não atenda às especificações de projeto, ainda podemos trabalhar para que de alguma maneira o sistema possa ser controlado como desejamos, fazemos isso por adicionar um controlador que irá modificar o lugar geométrico das raízes da planta.
Colocando o controlador, Gc, antes da função de transferência da planta, Gp, ele que possui polos, zeros e uma dinâmica própria, vai passar para a planta um sinal de controle U(s), e essa associação de blocos pode ser usada para atingir o comportamento desejado na saida Y(s).
Mas como projetar esse controlador Gc? Se ele possui polos e zeros, como devemos escolher esses valores?
O zero torna a resposta mais rápida e menos amortecida, enquanto o polo a torna mais lenta e mais amortecida, isso significa que se desejamos acelerar o sistema vamos simplesmente adicionar zeros a ele?
Não, se o grau do numerador for maior que o grau do denominador, cairemos em um sistema não causal, que reage a entradas futuras, obviamente um sistema desses não é fisicamente realizável, então devemos adicionar o mesmo número de polos e zeros, ou mais polos do que zeros.
E qual deles vai determinar a dinâmica do controlador? Novamente chegamos na dominância que vimos para polos em Requisitos de Projeto o elemento mais próximo do eixo imaginário, vai dominar a dinâmica do controlador,
Se o polo estiver mais próximo da origem do que o zero, o LGR será deslocado para a direita, e se o zero estiver mais próximo da origem o LGR é deslocado para a esquerda.
Com essas mudanças no Lugar Geométrico do sistema, basta colocar um ganho junto a esse controlador e poderemos aproximar o nosso controle da resposta que desejamos.
Fonte:
Aulas de SISC1 no Instituto Federal de São Paulo, campûs São Paulo,com o professor Alexandre Brincalepe Campo, no período de 11/2020 até 03/2021